Evento
4 – 30 de junho

Cinema Novo Brasileiro Trajectórias

Apresentamos um grande ciclo sobre um dos cinemas mais livres do mundo: Cinema Novo Brasileiro: O Cinema Novo introduziu uma revolução estética e ética no cinema brasileiro, trazendo as imagens do povo e do Brasil real para o centro da narrativa, numa linguagem inovadora e com recurso à alegoria para tornear a censura. O Cinema Novo Brasileiro foi um dos movimentos mais transformadores e originais do cinema mundial, cujos filmes ainda evidenciam a ideia desafiadora da transgressão narrativa que afirmou a sua originalidade. O ciclo será dividido em 4 módulos: Influxos; Duas Obras Primas de Leon Hirszman; Vias para o Mercado [o povo na telas e nas salas]; Legados. EIXO INFLUXOS Um eixo que transita entre a origem e a consolidação do Cinema Novo Brasileiro. Há uma pergunta recorrente sobre qual foi o filme fundador do Cinema Novo Brasileiro. Não há uma resposta óbvia, bem pelo contrário. Aquilo que há são aproximações à questão, até porque o Cinema Novo Brasileiro foi um movimento assente num imenso campo aberto de horizontes, pelo que mesmo a singularidade das respostas nunca poderiam deixar de conter um sentido plural. Num texto, José Carlos Avellar referia que, no Festival de Cannes de 2004, perguntaram a Jean-Luc Godard sobre os seus primeiros filmes e a revolução dos novos cinemas da década de 1960 e ele disse que a maior parte dos filmes daquele período envelheceram, e vistos hoje não mostram mais o vigor de outrora. Raros permanecem novos. Um desses raros, apontou, é Vidas Secas de Nelson Pereira dos Santos. Na imagem, Walmor Chagas e Eva Wilma, os protagonistas de São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, que vamos exibir numa nova cópia digital (4K).