Evento
23 – 29 de outubro

Ciclo É TUDO BRASIL

O ciclo É TUDO BRASIL, Do Cinema Novo ao Novíssimo Cinema Brasileiro, terá uma programação maioritariamente formada por cineastas deste século, mas também assente no virtuosismo do cinema novo.
O É TUDO BRASIL é constituído por quatro programas:
MAEVE JINKINGS
CLÁSSICOS: Leon Hirszman
ANOS DE CHUMBO
GERAÇÃO XXI
Maeve Jinkings, é uma grande actriz com uma prática artística muito ligada ao cinema pernambucano e mais recentemente à obra de Carolina Markowicz.
Clássicos: Leon Hirszman, dentro do programa dedicado ao cinema novo, haverá uma singela abordagem à obra de ficção de Leon Hirszman, que João Bénard da Costa considerava como "o mais vulnerável e o mais intimista do cineastas brasileiros". No âmbito deste programa serão exibidos ELES NÃO USAM BLACK-TIE e SÃO BERNARDO, sendo este último, nas palavras de João Bénard da Costa, "o mais belo filme brasileiro de todos os tempos".
Anos de Chumbo, um programa que reúne filmes sobre o período da ditadura militar brasileira, onde a memória surge como um lugar de narrativas sobre a resistência ao autoritarismo e sobre a esperança no futuro do Brasil.
Geração XXI, é um panorama dedicado aos cineastas que realizaram o seu primeiro filme neste século. Como na maioria dos panoramas, há sempre um recorte possível, pelo que o "Geração XXI" tem o seu fio condutor assente num cinema essencialmente urbano e feito na década de 10, vindo de uma geração de cineastas que queria fazer filmes para falar daquele tempo naquele tempo. Isto é, falar do seu tempo.
Nesse período, o cinema digital operou uma grande transformação na linguagem cinematográfica, visível em filmes que romperam com as estruturas pesadas de produção e, sobretudo, com a contaminação da linguagem televisiva no cinema. Essa transformação permitiu uma maior liberdade aos cineastas para realizarem filmes mais arriscados que marcaram o cinema brasileiro contemporâneo.
É particularmente difícil condensar neste panorama a amplitude de um período tão fértil, mas uma parte significativa deste programa incide sobre a fase crucial de uma juventude emancipada atravessada pelos seus dilemas quotidianos.
Em todo o caso, neste programa, demos espaço à pluralidade do cinema feito durante estes 25 anos, misturando cineastas ainda promissores com outros já consagrados, ao passo que se evidencia o esbatimento da representação de realizadoras face à histórica presença dominante dos realizadores.
GERAÇÃO XXI, é assim uma viagem possível por um itinerário deslumbrante, mas também complexo, de onde regressamos com vontade de voltar ao frescor desse cinema jovem e arriscado.